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Fraturas de Estresse representam 10% de todas as fraturas esportivas, sendo estas de 4,6% a 21% na região da fíbula, chamadas Fraturas de Estresse da Fíbula. Elas podem ser causadas por diversos fatores, sejam eles extrínsecos ou intrínsecos, que variam desde o uso de calçados, ritmo de treinamento, temperatura, modalidade esportiva, bem como outros fatores intrínsecos, como estrutura e densidade óssea, equilíbrio hormonal, doenças do colágeno, etc.

 

Embora seja possível que as fraturas de estresse acometam qualquer outro tipo de osso, elas costumam ser mais comuns em estruturas ósseas que sustentam o peso corporal, ou seja, nos membros inferiores, sendo ainda mais incidente na fíbula, onde ocorre a combinação de forças musculares e cargas axiais.

 

A fratura de estresse na fíbula classifica-se enquanto uma fratura de baixo risco, que favorece a boa recuperação e facilita a prevenção de novos episódios.

 

Sintomas

O quadro clínico deste tipo de fratura se inicia por dores localizadas na face lateral da perna e tornozelo, que pioram com a atividade física, melhoram com o repouso e que podem apresentar edema após algum esforço físico.

 

Sendo assim, a dor costuma ser progressivamente limitante para a atividade esportiva, promovendo a diminuição da mobilidade e da execução de movimentos específicos, podendo chegar à incapacidade funcional do paciente para exercer qualquer tipo de esporte.

 

Diagnóstico diferencial

Os sinais e sintomas da fratura de estresse na fíbula são muito semelhantes a outras queixas comuns em atletas, como é o caso das lesões musculares e tendinopatias. Desse modo, se faz necessário avaliar fatores como dados da história do paciente, exame físico médico e geral, exames laboratoriais subsidiários e diagnósticos por imagem do local. Por isso, uma avaliação geral facilitará o prognóstico.

 

Os principais diagnósticos diferenciais são: a tendinite do bíceps femoral, síndrome compartimental crônica lateral da perna e síndrome do pinçamento do nervo fibular.

 

Tratamento

Na maioria dos casos, o tratamento para fraturas de estresse fíbula não exige intervenções cirúrgicas, baseando-se no uso de analgésicos ou anti-inflamatórios para controlar a dor, repouso relativo de três a oito semanas para diminuição da sobrecarga no local acometido, reabilitação fisioterápica e acompanhamento médico da fratura.

 

Para pacientes atletas e esportistas, é muito importante evitar o repouso absoluto, pois ele pode desencadear o enfraquecimento do músculo e a perda do condicionamento físico. Assim, de forma gradual é necessário que sejam realizados exercícios controlados em programa fisioterápico, com o intuito de preservar a flexibilidade, força e condicionamento físico cardiovascular durante esse período de recuperação.

 

Além disso, o tratamento da fratura por estresse também inclui formas de prevenção para evitar novos episódios. No entanto, as prescrições preventivas podem variar de acordo com o fator de risco identificado em cada caso.

 

Geralmente, é sugerida a modificação da atividade esportiva que pode estar favorecendo a sobrecarga óssea, bem como alterações dos hábitos nutricionais, tratamento de possíveis desequilíbrios hormonais e sugestão de calçado ideal para uso esportivo.

 

Por se tratar de uma fratura de baixo risco, a recuperação total da fratura de estresse de fíbula costuma ser rápida e pode durar cerca de 4 a 12 semanas.

 

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